Terapia para autoestima
Você faz, entrega, recebe elogio, e mesmo assim a voz na cabeça diz que não foi bom o bastante. Que qualquer hora vão perceber que você não é tudo isso.
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Baixa autoestima não é frescura nem falta de confiança que se resolve com frase motivacional. É um jeito de se enxergar, construído ao longo da vida, que faz a pessoa se julgar com uma régua muito mais dura do que usa com os outros. A terapia para autoestima com TCC trabalha exatamente essa régua: as crenças sobre si mesmo e os hábitos que mantêm essas crenças de pé.
Como a baixa autoestima aparece no dia a dia
Nem sempre ela aparece como “não gosto de mim”. Muitas vezes aparece assim:
- “Nada do que eu faço é suficiente.”
- “Se eu errar, vão ver quem eu sou de verdade.”
- “Todo mundo tá mais adiantado que eu.”
- “Não consigo dizer não. Depois fico com raiva de mim.”
- “Recebo elogio e acho que a pessoa tá sendo educada.”
- “Revisei isso dez vezes e ainda acho que tá ruim.”
Por trás, tem quase sempre uma voz interna crítica que não descansa. Ela compara, cobra, antecipa o erro e minimiza o acerto.
Autocrítica, perfeccionismo e síndrome do impostor
Esses três andam juntos.
A autocrítica pesada transforma qualquer falha em prova de que você não presta. O perfeccionismo tenta se proteger disso: se tudo sair impecável, ninguém vai criticar. Só que o impecável não existe, e a conta nunca fecha.
A síndrome do impostor é o outro lado da moeda. A pessoa entrega, é reconhecida, e mesmo assim sente que enganou todo mundo. O sucesso vira “sorte”, e o medo de ser descoberto aumenta a cada conquista.
O resultado é cansaço, procrastinação (porque começar é arriscar errar), dificuldade de colocar limites e uma ansiedade de fundo que não desliga. Se a ansiedade pesa muito, veja também terapia para ansiedade com TCC.
Como a TCC trabalha a autoestima
A TCC tem um modelo específico para baixa autoestima, e revisões de estudos com esse modelo mostram melhora não só da autoestima, mas também de ansiedade e depressão. Na prática, o trabalho passa por:
- Identificar as crenças sobre si: frases que a pessoa carrega como verdade (“sou insuficiente”, “só tenho valor se agradar”) e entender de onde vieram.
- Reestruturação cognitiva: olhar para esses pensamentos com calma, comparando com os fatos, e montar uma leitura mais justa, não uma leitura “positiva” forçada.
- Experimentos comportamentais: colocar a crença à prova na vida real. Entregar algo sem revisar a décima vez. Dar uma opinião na reunião. Ver o que acontece de fato.
- Autocompaixão como habilidade: aprender a falar consigo do jeito que você falaria com alguém de quem gosta. Não é passar a mão na cabeça. É trocar o ataque por uma avaliação que ajuda a seguir.
- Assertividade: treinar dizer não, pedir o que precisa e discordar sem pedir desculpas por existir.
O objetivo não é “se amar” da noite pro dia. É parar de se tratar como inimigo e conseguir agir mesmo quando a voz crítica aparece.
Se quiser conversar sobre o seu caso antes de decidir, Conversar pelo WhatsApp.
Quando a autoestima puxa outras coisas
Baixa autoestima raramente vem sozinha. É comum aparecer junto com desânimo e sensação de vazio, que merecem atenção própria. Veja terapia para depressão.
Também costuma pesar nas relações: medo de rejeição, se anular para agradar, ficar em situações que fazem mal. Tudo isso entra no mesmo processo de terapia.
Quer entender melhor como funciona a abordagem? Veja como é a terapia cognitivo-comportamental.
Como é a terapia para autoestima comigo
Sou Bianca Rocha Mulazani Correa, psicóloga (CRP-08/49478), curitibana, e trabalho com TCC.
- Online, pelo Google Meet, com criptografia. As sessões não são gravadas. Veja como funciona a terapia online.
- Sessões de 50 minutos, semanais, para adolescentes a partir de 12 anos e adultos.
- Atendo pessoas de Curitiba, de todo o Brasil e brasileiros que moram fora do país.
- Antes de começar, uma conversa inicial de 15 minutos para tirar dúvidas e ver se o online é adequado para você.
- O atendimento é particular, e não sou credenciada a convênios. Emito recibo para você pedir reembolso ao seu plano, conforme o contrato. Veja o passo a passo do reembolso pelo plano de saúde.
A voz crítica não precisa ter a última palavra. Ela se entende, se trabalha, e dá pra viver muito melhor.
Perguntas frequentes
Terapia ajuda na baixa autoestima?+−
Ajuda. A TCC tem um modelo próprio para baixa autoestima, que trabalha as crenças sobre si mesmo e os comportamentos que mantêm essas crenças de pé. Estudos com esse modelo mostram melhora da autoestima e também de sintomas de ansiedade e depressão que costumam vir junto.
O que é síndrome do impostor?+−
É a sensação de ser uma fraude: achar que o próprio sucesso veio de sorte ou de engano, e viver com medo de ser descoberto. Não é um diagnóstico oficial, é um padrão de pensamento. Aparece muito em quem é competente e exigente consigo mesmo.
Autocrítica não é boa para melhorar?+−
Avaliar o que deu errado é útil. O problema é quando a crítica vira ataque ('sou incapaz', 'nunca faço nada direito') e não aponta o que mudar. Esse tipo de autocrítica costuma paralisar, aumentar a ansiedade e a procrastinação, em vez de melhorar o desempenho.
Quanto tempo leva para melhorar a autoestima?+−
Não existe um número fixo de sessões. Depende de há quanto tempo essas crenças estão aí, do que mais está acontecendo na sua vida e dos objetivos combinados. O andamento é revisto junto, de tempos em tempos.
Terapia online funciona para autoestima?+−
Para muita gente, sim. A TCC é estruturada e funciona bem por vídeo, com tarefas práticas entre as sessões. Na conversa inicial dá pra ver se o formato é adequado para você.
Conteúdo informativo, que não substitui avaliação psicológica. Em risco imediato, ligue 188 (CVV) ou 192 (SAMU). Onde buscar ajuda.
Referências
- Kolubinski DC, Frings D, Nikčević AV, Lawrence JA, Spada MM. A systematic review and meta-analysis of CBT interventions based on the Fennell model of low self-esteem. Psychiatry Research, 267, 296-305. 2018. https://doi.org/10.1016/j.psychres.2018.06.025
- Bravata DM, Watts SA, Keefer AL et al. Prevalence, predictors, and treatment of impostor syndrome: a systematic review. Journal of General Internal Medicine, 35(4), 1252-1275. 2020. https://doi.org/10.1007/s11606-019-05364-1
Última atualização: 28 de setembro de 2026.
O primeiro passo é uma conversa de 15 minutos.
Respondo no mesmo dia, de segunda a sexta. Não é serviço de emergência: 188 (CVV) · 192 (SAMU).