Psicóloga para adolescentes, com atendimento online
Você pergunta se tá tudo bem e ouve um "tá" seco. Mas a porta do quarto fica fechada, o sono mudou e a escola virou uma batalha. Esta página é para você, que cuida de um adolescente e quer entender o que está acontecendo.
Respondo no mesmo dia · segunda a sexta, até as 19h
Sou psicóloga para adolescentes online: atendo jovens de 12 a 17 anos por vídeo, com foco em ansiedade. Tudo começa com uma conversa com você, responsável. O acompanhamento só começa com a sua autorização por escrito, e você participa do processo sempre que isso for importante para o cuidado.
Ansiedade na adolescência é comum. A Organização Mundial da Saúde aponta os transtornos de ansiedade como os problemas emocionais mais frequentes nessa idade. Não é frescura, e não é falta de limite.
Sinais de ansiedade em adolescentes, do jeito que aparecem em casa
Adolescente raramente chega dizendo “estou ansioso”. O que você vê é outra coisa:
- Passa horas no quarto e foge de qualquer conversa.
- Dor de barriga, enjoo ou dor de cabeça antes da escola, de prova ou de apresentação.
- Você pergunta se tá tudo bem e ouve “tá”. Sempre “tá”.
- Dorme tarde, acorda sem energia, vive com a cabeça no celular até de madrugada.
- Deixou de ir a festas, treinos ou encontros que antes gostava.
- Chora ou explode por coisas pequenas, e depois se fecha.
- Fica remoendo uma nota, uma mensagem no grupo, um comentário de alguém.
- Pede pra faltar na escola com frequência, ou volta pra casa no meio da aula.
Nenhum desses sinais, sozinho, diz o que está acontecendo. Quem avalia é o profissional, com calma e com a escuta do próprio adolescente.
Quando é fase e quando vale buscar ajuda
Mau humor, porta fechada e vontade de ficar com os amigos fazem parte da adolescência. Isso é crescer.
Vale procurar ajuda quando:
- os sinais duram semanas e não melhoram;
- começam a atrapalhar a escola, as amizades, o sono ou a alimentação;
- o adolescente passa a evitar cada vez mais coisas por medo;
- a mudança foi brusca e você não reconhece mais o jeito dele;
- você já tentou conversar e a conversa sempre trava.
Se houver fala sobre se machucar ou sobre não querer mais viver, não espere a próxima sessão nem a próxima semana. Ligue para o CVV (188), o SAMU (192) ou vá a uma UPA ou pronto-socorro. Veja também a página onde buscar ajuda em crise.
Como funciona a terapia para adolescentes
1. Primeira conversa com o responsável
Você me conta o que está vendo em casa, tira suas dúvidas e a gente avalia se o online faz sentido para o seu filho ou filha. É aqui que combinamos horário, frequência e regras do atendimento.
2. Autorização por escrito
Antes da primeira sessão, pelo menos um responsável legal assina a autorização. Isso não é burocracia minha: é exigência da Resolução CFP 13/2022, art. 12, que também prevê a participação dos responsáveis no processo.
3. Sessões com o adolescente
Sessões de 50 minutos, semanais, por vídeo. Uso a terapia cognitivo-comportamental: o adolescente aprende a perceber o que a ansiedade faz com o corpo e com os pensamentos, e treina, no ritmo dele, voltar a encarar o que vinha evitando.
Sigilo: o que fica entre nós e o que chega até você
O que o adolescente fala na sessão é sigiloso. Isso é o que faz ele falar de verdade. Se ele sentir que tudo vai parar nos ouvidos dos pais, ele fecha.
Isso não quer dizer que você fica no escuro. Os responsáveis recebem o que é necessário para a proteção e o bem-estar do adolescente: como o processo está andando, o que ajuda em casa, o que evitar. Em situação de risco à vida ou à segurança dele, você é acionado, sem exceção. E se houver suspeita de violência contra o adolescente, faço a notificação obrigatória ao Conselho Tutelar, como determina o Conselho Federal de Psicologia.
Esse combinado é feito com todo mundo junto, no começo. Todo mundo sabe as regras.
Como os pais participam
A participação dos responsáveis faz parte do trabalho. Pode haver conversas com você ao longo do processo, sempre combinadas antes com o adolescente.
Muita coisa que alimenta a ansiedade acontece em casa, sem ninguém perceber: proteger demais, resolver tudo por ele, liberar da escola toda vez que dá dor de barriga. Ajustar isso junto costuma fazer muita diferença.
Plano de segurança no atendimento online
Terapia online com adolescente precisa de combinados claros:
- Local reservado: um cômodo onde ninguém entra nem escuta durante os 50 minutos.
- Fone de ouvido: protege a conversa de quem está em casa.
- Contato de emergência: um responsável de referência, com telefone atualizado, para ser acionado se for preciso.
- Onde ele está: o adolescente faz a sessão de um lugar combinado, e eu sei qual é.
Isso atende ao que a Resolução CFP 09/2024 pede para o atendimento online: prever como agir em urgência. Leia mais sobre como funciona a terapia online.
E se o adolescente não quer terapia?
Acontece muito. E forçar costuma dar errado.
Algumas coisas que ajudam:
- Não apresente a terapia como castigo nem como “você tem um problema”.
- Diga o que você está vendo, sem acusar: “percebi que você anda dormindo mal e fugindo da escola”.
- Explique que a primeira conversa serve só para conhecer. Ele pode dizer o que acha depois.
- Deixe ele participar das escolhas, como o horário.
Se mesmo assim ele não topar, você pode começar pela conversa com o responsável. A gente pensa junto no melhor jeito de propor. Conversar pelo WhatsApp
Ansiedade na adolescência não é sentença. Ela se entende, se trabalha, e dá pra viver essa fase com muito mais leveza. Se quiser entender melhor o quadro, veja a página sobre terapia para ansiedade. E, se você tem plano de saúde, confira como funciona o reembolso de psicólogo.
Perguntas frequentes
Com que idade o adolescente pode começar a terapia online?+−
Atendo adolescentes de 12 a 17 anos, por vídeo. Antes da primeira sessão, pelo menos um responsável legal assina a autorização por escrito, como exige o Conselho Federal de Psicologia.
Vou saber o que meu filho ou filha fala nas sessões?+−
Não em detalhes. O conteúdo das sessões é sigiloso, e é isso que permite ao adolescente falar de verdade. Os responsáveis recebem o que é necessário para a proteção e o bem-estar dele, e são acionados sempre que houver risco.
Os pais participam da terapia?+−
Sim, quando isso ajuda o cuidado. Pode haver conversas com os responsáveis ao longo do processo, combinadas antes com o adolescente. O que muda em casa costuma pesar tanto quanto o que acontece na sessão.
E se meu filho não quiser fazer terapia?+−
Não force. Comece pela conversa com o responsável, entenda como funciona e explique ao adolescente que a primeira conversa serve para conhecer, e a decisão de continuar vem depois. Terapia empurrada rende pouco; terapia escolhida rende muito mais.
Terapia online funciona para adolescente?+−
Para muitos, funciona bem, porque a tela já faz parte do dia a dia deles. O que decide é ter um lugar reservado em casa e um combinado claro de segurança. Isso é avaliado com a família antes de começar.
Conteúdo informativo, que não substitui avaliação psicológica. Em risco imediato, ligue 188 (CVV) ou 192 (SAMU). Onde buscar ajuda.
Referências
- Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 13, de 15 de setembro de 2022 (psicoterapia; art. 12). 2022. http://www.crpsp.org.br/arquivos/resadmfin-13-2022-cfp-br.pdf
- Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 9, de 18 de julho de 2024 (serviços psicológicos mediados por tecnologias digitais). 2024. https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=462577
- Organização Mundial da Saúde. Mental health of adolescents (fact sheet). 2025. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/adolescent-mental-health
Última atualização: 28 de setembro de 2026.
O primeiro passo é uma conversa de 15 minutos.
Respondo no mesmo dia, de segunda a sexta. Não é serviço de emergência: 188 (CVV) · 192 (SAMU).